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09/06/2020

486 Anos do nascimento do Padre José de Anchieta

José de Anchieta nasceu em 1534, na Espanha. Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como missionário. Em 1554, chegou à capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, fundou aquela que seria a cidade de São Paulo. No local, foi instalado um colégio e seu trabalho missionário começou.

Anchieta desempenhou intenso trabalho no colégio, o primeiro dos jesuítas na América. Ensinou a língua portuguesa aos filhos dos índios e portugueses. O padre Anchieta também estudou a língua dos indígenas e compôs a primeira gramática da língua tupi. No mesmo idioma dos índios escreveu um catecismo, várias peças de teatro e hinos.

Itanhaém é conhecida como a “Terra de Anchieta”, por sua importância na biografia do eminente padre. Monumentos históricos, documento raro, obra sacra, homenagens e diversas histórias vividas pelo padre podem ser lembradas em muitos pontos da Cidade, um misto de religiosidade e história contado por meio de um tour.

O padre andou por todo o litoral paulista, catequizando índios, batizando e ensinando. Sua biografia é considerada exemplo de amor e fé.  O padre José de Anchieta viveu na segunda cidade mais antiga do país durante o século XVI, entre 1563 e 1595 (32 anos); Itanhaém mantém viva a sua memória com diversos monumentos preservados e homenagens realizadas.

VIRGEM DE ANCHIETA – A imagem de Nossa Senhora da Conceição, exposta na Igreja Matriz de Sant’Anna, é uma das mais importantes imagens sacras brasileiras. Segundo alguns historiadores, a santa teria sido trazida por José de Anchieta ao Brasil em 1554.

MONUMENTO A ANCHIETA – Esculpido pelo escultor Luiz Morrone, o monumento retrata a passagem do padre por Itanhaém. Está na Praça Narciso de Andrade, no Centro Histórico.

CARTA DE BATISMO -  Dentro do Museu Conceição de Itanhaém (antiga cada da Câmara e Cadeia), na Praça Narciso de Andrade, há um documento muito raro: cópia da carta de Batismo do Padre José de Anchieta.

CAMA DE ANCHIETA – Encravada entre os costões da Praia da Gruta e da Praia do Sonho, a formação rochosa foi o local escolhido pelo padre para buscar repouso e inspiração. Hoje referência em turismo ambiental e religioso, o lugar é acessado por meio de uma ponte de 220 metros, construída em parceria com o Governo das Ilhas Canárias, em La Laguna. Esse acesso leva o nome de Passarela de Anchieta.

POCINHO DE ANCHIETA – Conforme a lenda, o Pocinho foi construído pelos índios instruído pelo próprio Padre José de Anchieta, para aprisionamento dos peixes durante o inverno, quando a pesca era mais abundante. Trata-se de uma formação em pedras dispostas umas sobre as outras na Praia do Cibratel.

Graças ao seu papel ativo no primeiro século de colonização do Brasil, ganhou vários títulos, tais como: “Apóstolo do Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”, “carismático”, “santo”, entre outros.

Padre José de Anchieta faleceu em 09 de junho de 1597 na cidade de Reritiba (Hoje Anchieta), no Espírito Santo.

O papa Francisco assinou em 03 de abril de 2014 o decreto de canonização do beato José de Anchieta. O “apóstolo do Brasil” é considerado pela Igreja um exemplo de evangelização, foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980 e tornou-se santo mesmo sem ter milagres comprovados; o processo de canonização foi aberto há mais de 400 anos.