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28/08/2019

"Ame a vida e seja simples para ser feliz".

 

                                                                                                                                                                                                 por: Rubens Cocuroci


   Em abril de 2010 tive o prazer de entrevistar para o nosso jornal, Vento Sul, o fundador da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém Dr. José Bobrovsky Neto. Na ocasião, com 76 anos de idade, Bobrovsky falou da sua vida: “Nasci no bairro do maior time do mundo (Corinthians), no Parque São Jorge em 1934”.

Ele era apaixonado por esporte, em especial o basquete, e tinha acabado de editar um livro para as suas netas intitulado “Max - O Cachorro que Fala”. Dr. José Bobrovsky Neto formou-se como engenheiro agrimensor em 1962, na Escola Paulista de Agrimensura em São Paulo, e como advogado em 1975. Em 1964 casou-se com a Sra. Silvia e logo depois veio toda a garotada que foram criados em Itanhaém.

“A associação começou no final de um jogo de futebol no Clube Náutico. O engenheiro Evair e um amigo arquiteto estavam conversando e na saída eles me convidaram para fundar uma associação, na época já era advogado, e eles pediram a minha ajuda. Isso aconteceu em 1980, levantei informações no estatuto de Santos como modelo, que era complexo, resumi e adaptei a nossa realidade. Na primeira reunião compareceram 17 profissionais. Nessa reunião aprovamos uma diretoria pequena, e no final todos me elegeram como primeiro Presidente”.

Durante a entrevista fui percebendo que estava à frente de uma pessoa que tinha no seu DNA o associativismo. Em nenhum momento o engenheiro agrimensor pensava na individualidade das ações,sempre no coletivo. A defesa dos profissionais, o dom de reunir as pessoas, de ouvir e de combater foi aflorando. O senhor Bobrovsky era um exemplo e eu tinha consciência que pessoas como ele são poucas.

“Um dos motivos que fizeram a associação manter-se por tanto tempo foi que os Partidos Políticos que tentaram entrar na Associação foram barrados. Teve um presidente, que não vou citar o nome, fez uma reunião partidária dentro da associação. Tinha ido buscar uma ART e não pude entrar por causa dessa reunião. A AEA quase acabou por causa disso. A entidade não foi feita para benefícios próprios e políticos e sim foi criada para defender e valorizar o profissional. Naquela época fazia reuniões em Mongaguá e Peruíbe para trazer os profissionais para a associação. Muitas palestras e principalmente ações de Valorização do Profissional. A entidade de classe tem por obrigação de unir os profissionais, ajudar a resolver os problemas, fiscalizar o poder público. Os interesses devem ser coletivos e não individuais”.

Bobrovsky era apaixonado pela cidade de Itanhaém e pelas pessoas. Tinha uma opinião muito bem formada e clara. Ele afirmava que as pessoas de antigamente eram mais amigas, transparentes e não pensavam tanto na individualidade. Ele dizia que a tecnologia é o maior invento de todos os tempos e que precisava acompanhar o modernismo, mas nunca se esquecer dos valores das pessoas.

“Conheça profundamente o passado e só assim você vai viver o presente e projetar um pouco o futuro. Mas lembre-se: viva o hoje, o agora e seja simples, a felicidade está na simplicidade”.

Com a eleição do engenheiro civil e atual presidente Hilman, resolvemos em 2018 fazer uma pequena reforma. O arraia daquele ano foi especial. Bobrovsky veio para festa com toda energia e tivemos o prazer de colocar a placa em sua homenagem na nossa sala principal de eventos e também inauguramos o painel dos ex-presidentes. Obrigado Hilman por ter homenageado e aplaudido aquele que para essa associação com certeza tornou-se imortal.

“Quando vocês tiverem mais idade, perceberão que a grande sabedoria da vida é dar muito amor às pessoas, amar a vida e ser simples para ser feliz.”

José Bobrovsky Neto

* 1934             + 2019/Agosto